Hospital de alimentação trabalhando para salvar crianças desnutridas - CARE

Dentro do hospital de alimentação, trabalhando para salvar crianças desnutridas

Na África Ocidental, a desnutrição crônica generalizada ameaça uma geração inteira.

O Centro Terapêutico Pediátrico é sufocante e não há espaço suficiente. Com apenas 15 funcionários de plantão e 138 crianças recebendo tratamento, o prédio longo e estreito está repleto de atividades.

O centro possui 33 leitos. No momento, há pelo menos duas crianças por cama. Por causa das condições de lotação, algumas mães abrem espaço no chão.

O centro faz parte do hospital distrital desta comunidade nos arredores do Sahel, na África Ocidental, uma região que está em crise há anos. No ano passado, a região foi assolada pela seca, dizimando a chance de uma colheita plena. Inundações repetidas levaram embora grande parte das safras sobreviventes, destinadas a alimentar comunidades inteiras durante o ano.

Mães desnutridas dão à luz bebês desnutridos. Quando começam a comer, a comida geralmente é de má qualidade, com falta de nutrientes suficientes.

Os funcionários do centro diagnosticam as crianças que vêm para cá com várias doenças que crianças menores de cinco anos podem ter, mas a maioria é previsível nesta parte do mundo: malária, anemia, desnutrição.

Com o diagnóstico de malária ou anemia, os pais recebem medicamentos e geralmente são dispensados ​​em questão de horas. Se o caso for mais grave, as crianças são encaminhadas para a UTI e tratadas para desnutrição.

A desnutrição crônica no início da vida pode causar retardo de crescimento, uma condição permanente que causa deficiências físicas e de desenvolvimento. Os efeitos incluem atraso no desenvolvimento motor, comprometimento da função cognitiva e baixo desempenho escolar. A desnutrição crônica também pode causar perda de peso - baixo peso para a altura - que costuma ser um forte indicador de mortalidade em crianças menores de cinco anos.

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FOME NA BEIRA DO SAHEL

Esta parte do hospital tem cerca de 15 funcionários de plantão. Eles têm que trabalhar rapidamente para atender a todos os pacientes. Foto: Josh Estey / CARE